Tem uma cordinha amarrada em volta do meu dedo
Ela está, a cada dia, mais apertada
E isso é interminável
Está envolvendo toda palavra que você diz
É como se fosse memória, na minha cabeça, uma caixa de sapato
Me chamando para ser aberta e ser olhada por dentro
Ela me faz acreditar em1 tudo o que não pudemos ser
Mas tudo o que fomos é só eu imaginando
Pegue esses balões vermelhos
E os veja voarem para longe
Estou libertando o meu coração
E me deixando livre hoje
A hora de eu enxergar a verdade chegou
Ando até a beirada
Estou me desfazendo
Desses balões vermelhos
Quando ando em frente, aparece-me uma sombra
Que insiste em tentar me puxar de volta
Eu posso chorar nos momentos mais estranhos
O que me lembra do que eu não posso ter
Não quero nem saber
De tudo o que poderíamos ter sido
Porque estou totalmente exausta de
Tudo o que estou imaginando
Pegue esses balões vermelhos
E os veja voarem para longe
Estou libertando o meu coração
E me deixando livre hoje
A hora de eu enxergar a verdade chegou
Ando até a beirada
Estou me desfazendo
Desses balões vermelhos
A criança em mim
Quer correr e pegar
Todo balão
Nunca vou me esquecer
A criança em mim
Quer viver em um sonho
De carrosséis
E querem o bem
Pegue esses balões vermelhos
E os veja voarem para longe
Estou libertando o meu coração
E me deixando livre hoje
Porque cada sonho do passado
Não me faz nada, além de me segurar pra trás
A hora de eu enxergar a verdade chegou
Eu ando até a beirada e solto esses balões vermelhos
Balões vermelhos, balões vermelhos, balões vermelhos
Foi levado embora
Com lágrimas nos olhos
Eu digo… adeus!
1. “in”, e não “and”